quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011



O verde é a cor mais harmoniosa de todas. Representa as energias da natureza, esperança, equilíbrio e recomeço. Renova as energias trazendo vida nova junto ao novo ano. Feliz 2011 para todos. São os votos do Partido Verde de São Gonçalo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Desmatamento da Amazônia leva à descoberta e à extinção de espécies

28/12/2010 - 10h22
DA FRANCE PRESSE

Na Amazônia peruana uma espécie de ave é descoberta ao ano e uma de mamífero a cada quatro, mas paradoxalmente cada nova descoberta faz parte de uma tragédia, pois ocorre devido ao desmatamento realizado por empresas de petróleo, mineradoras e madeireiras. Em muitos casos, a descoberta de uma nova espécie caminha lado a lado com o começo de sua extinção.

"As descobertas de aves, mamíferos e outras espécies na maioria ocorrem devido não a uma pesquisa científica, que custa muito dinheiro, mas pela presença de empresas petroleiras, mineradoras e de corte de árvores", disse à AFP Michael Valqui, da ONG conservacionista WWF-Peru (Fundo Mundial para a Natureza).

"Este tipo de descoberta põe em risco a espécie que se descobre, já que pode entrar em risco de extinção porque este lugar é seu único hábitat, devido ao clima ou bacia", acrescentou.

Entre as novas espécies descobertas nos últimos cinco anos estão a rã 'Ranitomeya amazonica', com coloração de fogo na cabeça e patas azuis, o papagaio-de-testa-branca e o beija-flor-de-colar-púrpura.

O Peru é o quarto país do mundo em extensão florestal, com 700 mil quilômetros quadrados de florestas tropicais amazônicas, que contribuem para reduzir o aquecimento global e abrigam grande biodiversidade.

Em outubro, mais de 1.200 novas espécies foram apresentadas em uma cúpula das Nações Unidas sobre biodiversidade. Delas, cerca de 200 foram descobertas na Amazônia peruana.

A região tem 25.000 espécies de plantas --10% do total mundial-- e é o segundo lugar do mundo com mais diversidade de aves, abrigando 1.800 espécies. Também ocupa o quinto lugar do mundo no que diz respeito à diversidade de mamíferos (515 espécies) e répteis (418 espécies).

Ernesto Ráez, diretor do Centro para a Sustentabilidade Ambiental da Universidade Cayetano Heredia, de Lima, comenta: "O número de espécies que desaparece para sempre no mundo todos os dias é muito superior ao número de espécies que descobrimos todos os dias. Há espécies, em outras palavras, que desapareceram antes que as tenhamos conhecido."

A Amazônia peruana deve fazer frente a um agressivo programa estatal de exploração petroleira e mineradora, que tem confrontado o governo e as comunidades indígenas do local.

"Uma empresa mineradora ou de hidrocarbonetos não é, em si mesma, destrutiva; a chave é se é limpa ou não", explicou Gérard Hérail, do IRD (sigla em francês de do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento de Lima).

Segundo os cientistas, a lagartixa de Lima, um animal de hábitos noturnos encontrado apenas em "huacas" (santuários arqueológicos) da capital peruana, está prestes a se extinguir, enquanto outras espécies já desapareceram, como o rato endêmico da "lomas" ou encostas (Calomys sp, um ratinho orelhudo).

"Os arqueólogos, ao limpar as 'huacas' para sua restauração, destroem o habitat da lagartixa de apenas dois a três centímetros, com cor avermelhada, que vive nos recantos e locais escuros do local", disse Valqui, do WWF-Peru.

Em 2009, o governo propôs, perante um organismo internacional sobre mudanças climáticas a preservação de 540 mil quilômetros quadrados de florestas e reverter processos de corte e queima para reduzir o desmatamento.

Atualmente, há no Peru 70 áreas naturais protegidas, que ocupam 200 mil quilômetros quadrados, 15% do território nacional.

"Faltam sinais claros para dizer até onde o país vai na defesa de sua biodiversidade", disse à AFP Iván Lanegra, defensor adjunto para o Meio Ambiente da Defensoria do Povo.

Para Nicolás Quinte, biólogo guia do parque nacional do Manu, no Amazonas, deve-se promover "as atividades que não sejam claramente extrativistas, mas também produtivas e que sejam sustentáveis com o passar do tempo. Uma delas pode ser o turismo que usa a floresta sem destruí-la."

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

6º Encontro de Leitura


O CISC, em parceria com o Ministério da Cultura e o SESC-RJ, promovem no próximo dia 21 de dezembro, a partir das 16 horas, o VI Encontro de Leitura - "De ponto a ponto tecendo novos encontros" - e a Ceia de Natal. Durante o evento haverá exibição de vídeos, leitura, música e poesia.

A organização do encontro pede para que os participantes levem poesias para compartilhar e livros para serem presenteados às crianças neste natal de 2010. Anotem aí, o endereço do Novo Espaço Ponto de Cultura:

AV. Visconde de Santarém, número, 301, sala 203, Tribobó, São Gonçalo RJ. (referência em cima do MERCADO SOCIAL AKI TEM - CISC Uma Chance )

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Saiba o que fazer com o lixo doméstico

O Brasil produz, atualmente, cerca de 228,4 mil toneladas de lixo por dia, segundo a última pesquisa de saneamento básico consolidada pelo IBGE, em 2000. O chamado lixo domiciliar equivale a pouco mais da metade desse volume, ou 125 mil toneladas diárias.

Do total de resíduos descartados em residências e indústrias, apenas 4.300 toneladas, ou aproximadamente 2% do total, são destinadas à coleta seletiva. Quase 50 mil toneladas de resíduos são despejados todos os dias em lixões a céu aberto, o que representa um risco à saúde e ao ambiente.

Mudar esse cenário envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem, conforme a "Regra dos Três Erres" preconizada pelos ambientalistas.

A idéia é diminuir o volume de lixo de difícil decomposição, como vidro e plástico, evitar a poluição do ar e da água, otimizar recursos e aumentar a vida útil dos aterros.

Tempo de decomposição dos resíduos

Veja abaixo quais os tipos de lixo que podem ser reciclados:

DESTINO PAPEL PLÁSTICO VIDROS METAIS

COLETA SELETIVA

PAPEL
Papéis de escritório, papelão, caixas em geral, jornais, revistas, livros, listas telefônicas, cadernos, papel cartão, cartolinas, embalagens longa vida, listas telefônicas, livros sacos, CDs, disquetes, embalagens de produtos de limpeza, PET (como garrafas de refrigerante), canos e tubos, plásticos em geral (retire antes o excesso de sujeira) garrafas de bebida, frascos em geral, potes de produtos alimentícios, copos (retire antes o excesso de sujeira) latas de alumínio (refrigerante, cerveja, suco), latas de produtos alimentícios (óleo, leite em pó, conservas), tampas de garrafa, embalagens metálicas de congelados, folhas-de-flandre.

LIXO COMUM
Papel carbono, celofane, papel vegetal, termofax, papéis encerados ou palstificados, papel higiênico, lenços de papel, guardanapos, fotografias, fitas ou etiquetas adesivas plásticos termofixos (usados na indústria eletroeletrônica e na produção de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos), embalagens plásticas metalizadas (como as de salgadinhos) espelhos, cristais, vidros de janelas, vidros de automóveis, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cerâmicas, porcelanas, tubos de TV e de computadores clipes, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos e canos.

Fonte: Instituto Akatu

Caso não haja coleta seletiva em seu bairro ou condomínio, procure as cooperativas de catadores e os Postos de Entrega Voluntária (PEVs).

O Grupo Pão de Açúcar também possui pontos de coleta nos supermercados em todo o país. A iniciativa está sendo ampliada para outras bandeiras do grupo, como a rede Extra.

FONTE:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ambiente/lixo/index.jhtm

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eco Ideias para o Natal


Com a aproximação do Natal, a família pode personalizar esses sacos e até mesmo tapar qualquer nome ou logotipo de loja, trocando-o com postais de Natal antigos, desenhos feitos pelas crianças ou outros motivos natalinos.


Embrulhos de tecido. Uma ideia vinda do Japão


Tecidos podem servir como uma elegante e reutilizável solução para embrulhar presentes, em vez de papel. Praticamente qualquer tamanho e tipo de tecido pode ser utilizado.




Uma nova vida para postais antigos

Precisa de uma boa ideia para reciclar cartões antigos de Natal e manter as suas crianças ocupadas num dia de Inverno? Desafie-os a recortar as suas imagens preferidas ou detalhes de cartões e postais antigos de Natal. Depois podem transformar os recortes em etiquetas para colocar os nomes nos presentes ou simplesmente colá-los na janela.

Bons presentes não custam necessariamente muito dinheiro

Se quiser realmente oferecer algo de valor, ofereça o seu tempo. Use o seu espírito de natal em atividades como embrulhar presentes em instituições de solidariedade ou ser voluntário num banco alimentar. Ofereça à sua família e amigos "vouchers" de tempo. Doe cinco horas de trabalho árduo, um cesto de biscoitos, duas lavagens de carro ou um fim de semana de babysitting. As possibilidades são infinitas e permitem personalizar o presente.

Feliz Natal

FONTE: http://www.portaldacrianca.com.pt/sugestoesp.php?id=32

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Micos-leões preto e da cara-preta têm agora plano nacional para sua conservação

Um grupo de mais de 60 representantes de organizações brasileiras e internacionais, entre elas o IPÊ, estiveram presentes na oficina do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Mamíferos do Sudeste da Mata Atlântica, em Ilhéus, Bahia. O plano é direcionado para região de ocorrência das quatro espécies de micos-leões (formando-se um quadrilátero imaginário), entre eles o mico-leão preto e o mico-leão-de-cara-preta. Além dos primatas, o planejamento inclui metas para conservação de roedores, morcegos, preguiça de coleira e o veado bororó.

O plano nacional foi desenvolvido durante encontro de 15 a 20 de novembro, com objetivo de conservar 27 espécies ameaçadas endêmicas da floresta atlântica na Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, inclusive as quatro espécies de micos-leões e dois dos mais ameaçados primatas do Brasil, o muriqui do norte e o guariba. “As ações foram focadas em reverter ameaças previamente identificadas por profissionais atuantes em cada área, em um contexto mais amplo, de hábitat, mas também inserindo algumas ações focadas nas espécies”, conta Camila Nali, pesquisadora do mico-leão-de-cara-preta no Ariri.


IPÊ e a conservação do mico-leão preto


O Mico-Leão-Preto, cientificamente chamado Leontopithecus chrysopygus, é uma das espécies de primatas mais raras e ameaçadas do mundo. Endêmico da Mata Atlântica do interior do Estado de São Paulo já foi considerado extinto da natureza por muitos anos e, ainda hoje, sua situação é grave visto que a espécie era listada no Red Data Book (UICN) como criticamente ameaçada de extinção. Hoje, devido aos esforços do projeto Mico-Leão Preto do IPÊ este mico é listado em uma categoria mais esperançosa. A maior ameaça à conservação do mico-leão preto é a fragmentação das florestas que ocasiona o isolamento e declínio das populações restantes e a consequente degradação do seu habitat.

IPÊ e a conservação do mico-leão-de-cara-preta

O Programa para Conservação do Mico-Leão-da-Cara-Preta (Leontopithecus caissara), realizado pelo IPÊ iniciou sua história em 1996, na Ilha do Superagui, Parque Nacional do Superagui, Guaraqueçaba/PR. Entre 1996 e 2004 foram realizadas diversas pesquisas sobre a Ecologia e História Natural da espécie e sua floresta. As pesquisas resultaram em informações biológicas que ajudaram inclusive a conhecer os problemas e as vocações econômicas e sociais da região do Lagamar de Guaraqueçaba (PR) e Cananeia (SP).

Esse trabalho tornou possível a elaboração (junto ao IBAMA e IUCN/CBSG) do 1º Plano de Ações Conservacionistas para o mico-leão-da-cara-preta e a floresta única onde habita, em 2005. Neste mesmo ano, o programa expandiu sua atuação para a região continental de ocorrência da espécie, passando a concentrar sua atuação na região do Ariri, no município de Cananéia, região sul do Vale do Ribeira (SP), já que as pesquisas na região indicavam que no continente encontram-se as mais sérias ameaças ao mico e sua floresta.


FONTE: http://www.ipe.org.br

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Planeta passa longe de meta climática para limitar aquecimento global a 2ºC

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA

Se tudo der certo e todos os países fizerem o máximo para conter emissões de carbono nos próximos anos, o mundo ainda estará longe de cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 2ºC.

O quão longe acaba de ser calculado por um grupo internacional de cientistas: 5 bilhões de toneladas de gás carbônico estarão "sobrando" na atmosfera em 2020.

Ou seja, para cumprir o que se comprometeram a fazer na conferência do clima de Copenhague e evitar um possível aquecimento descontrolado da Terra, os países não apenas teriam de endurecer suas metas de corte de emissão como ainda precisariam desligar todo o sistema de transporte do globo.

O recado foi dado hoje pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), num relatório intitulado "The Emissions Gap" ("A Lacuna das Emissões").

O documento será entregue em Helsinque à chefe da Convenção do Clima da ONU, Cristiana Figueres.

Seus autores passaram seis meses avaliando 223 cenários de emissões de CO2 construídos a partir das metas voluntárias de corte de carbono propostas por vários países no Acordo de Copenhague, o pífio documento que resultou da conferência.

O resumo da ópera é que, se a humanidade quiser ter 66% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 2ºC no fim deste século, o nível global de emissões em 2020 terá de ser de 44 bilhões de toneladas de CO2 equivalente --ou seja, a soma de todos os gases-estufa "convertidos" no potencial de aquecimento do CO2.

Se nada for feito, as emissões podem chegar a 56 bilhões de toneladas em 2020. "Isso elimina a chance dos 2ºC, e pode nos colocar no caminho de 5ºC de aquecimento em 2100", disse à Folha Suzana Kahn Ribeiro, pesquisadora da Coppe-UFRJ, uma das autoras do relatório.

SEM SOLUÇÃO

A implementação estrita do acordo também não resolve: as emissões globais cairiam para 52 bilhões de toneladas, ainda uma China de distância da meta de 2ºC.

Por "implementação estrita" os pesquisadores querem dizer duas coisas. Primeiro, as nações estão contando duas vezes emissões cortadas na área florestal. Se um país pobre planta florestas para vender créditos de carbono a um país rico, a dedução deveria estar apenas na conta do país rico. Mas costuma estar na de ambos.

"Na própria lei brasileira do clima está escrito que as reduções de emissão podem ser obtidas por MDL [venda de créditos de carbono para nações ricas]", diz Ribeiro.

Outro ponto espinhoso é a venda de créditos em excesso por países como a Rússia, cujas emissões já são menores que as metas de Quioto. O país ficou com créditos sobrando.

FONTE: A FOLHA DE SP

Em defesa do clima

https://www.youtube.com/watch?v=QKnBGpo2MAE