Desenvolvimento X Preservação da Natureza. Será que estas metas estão de lados opostos na balança do século XXI?
A Terra caminha rumo ao esgotamento dos recursos naturais, a produção de lixo cresce a ritmo galopante e o aquecimento global já é uma realidade. Mas ainda existem aqueles que lutam por um novo tempo e apostam no desenvolvimento e crescimento econômico em sintonia com a sustentabilidade.
E para dar continuidade a esse pensamento apostando na mudança da atual situação, na última quinta-feira (23.09)aconteceu a exibição da Mostra Nacional de Produção Audiovisual, denominada Circuito Tela Verde, no Município de São Gonçalo.
A exibição do Circuito Tela Verde ocorreu no Centro de Educação Ambiental Protetores da Vida, localizado na Rua Alfredo Bahiense, nº 127, bairro do Porto do Rosa. Alunos do Centro Educacional Monte Serrate estavam presentes e assistiram vários filmes e o curta-metragem "SID SEMENTINHA". A Mostra tem como objetivo despertar e conscientizar os estudantes para conservação do planeta.
Silvia Balthazar
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Fundação Leão XIII vai ser arborizada

A Prefeitura Municipal de São Gonçalo, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio da Núcleo de Apoio à Saúde da Família - NASF - e a Unidade de Saúde da Família - USF, vai plantar espécies nativas da Mata Atlântica no entorno da Fundação Leão XIII, na Brasilândia.
A idéia é preservar o meio ambiente colaborando com a melhoria da qualidade de vida dos moradores que usam aquela Unidade de Saúde e os que residem próximo ao local.
A ação será realizada na próxima sexta-feira (24.09)a partir das 09 horas na Fundação Leão XIII, localizada na Rua Miguel Angelo, s/nº, bairro Brasilândia.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Verdes e São Gonçalo em festa

Amanhã, quarta feira (22.09), o município de São Gonçalo comemora 120 anos de emancipação política e econômica. Em grande estilo o Partido Verde vai promover o “Encontro dos Verdes” e festejar o aniversário da cidade com a população.
A concentração e saída dos militantes e simpatizantes do PV-SG será a partir das 7h30, em frente ao Colégio Municipal Castelo Branco, no Boaçú. De lá, todos seguem para assistir ao Desfile Cívico, na Rua Feliciano Sodré, no centro da cidade.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Meio Ambiente de São Gonçalo no "Dia C"

Apa do Engenho Pequeno
A Prefeitura de São Gonçalo, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com a Agenda 21 Local, Consciência Ampla sobre Rodas e Máxima Produções, participa nesta terça-feira (21.09), do "DIA C". Um projeto da Secretaria de Estado do Ambiente, em conjunto com o Instituto Terra, que tem como objetivo promover o plantio do maior número de mudas nativas em apenas 24 horas. O evento acontecerá das 9h às 12h, quando se comemora o Dia da Arvore.
Em São Gonçalo, O DIA C será realizado na Area de Preservação Ambiental do Engenho Pequeno. É importante lembrar que a Mata Atlântica, hoje, possui apenas 7% de sua cobertura original. Além de prestar serviços indispensáveis à vida, como a manutenção da biodiversidade e a preservação de nascentes, a floresta também é importante no combate ao aquecimento global, pois ajuda a regular o clima.
Neste dia serão realizadas atividades com o objetivo de sensibilizar e mobilizar os moradores de São Gonçalo para o desenvolvimento de consciência ambiental através do plantio de espécies nativas da Mata Atlântica; caminhada ecológica; e palestras sobre o consumo consciente; fatores estes determinantes para preservação do meio
ambiente e, por conseguinte, a melhoria da qualidade de vida através da obtenção de um ambiente sadio e saudável.
A sede Area de Preservação Ambiental do Engenho Pequeno encontra-se localizada na Rua Acácio Raposo, s/nº, bairro do Engenho Pequeno.
domingo, 19 de setembro de 2010
Estrada atropela maior lago subterrâneo do Brasil, na Bahia

Grupo Bambuí/Divulgação
A pavimentação de uma estrada no sudoeste da Bahia atropelou, literalmente, a caverna que abriga o maior lago subterrâneo do Brasil.
O estrago foi verificado por um espeleólogo e motivou a visita de uma equipe do Instituto Chico Mendes ao local na última sexta-feira.
O órgão, agora, quer descobrir se o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) errou na concessão da licença de um trecho da obra da rodovia BR-135 ou se o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) faz o trabalho num trecho não licenciado.
Vista do sistema de cavernas que abriga o lago subterrâneo no sudoeste baiano; espeleólogos relatam queda de pedras.
A vítima principal é o Buraco do Inferno da Lagoa do Cemitério, caverna que abriga o lago de 13.860 m2.
A gruta integra o sistema de cavernas João Rodrigues, no carste (formação de rocha calcária caracterizada por cavernas, que lembra um queijo suíço) de São Desidério, município baiano na fronteira da expansão da soja.
Segundo Alexandre Lobo, do Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas, há mais de uma centena de cavernas na região. Três dezenas delas são consideradas "expressivas" e deveriam estar protegidas. O Instituto Chico Mendes tem planos de criar uma unidade de conservação ali.
ALTERNATIVA
Em 2008, Lobo integrou uma equipe que mapeou as grutas na região de influência da BR-135. O objetivo era sugerir um traçado alternativo para a obra de pavimentação da estrada, justamente para desviá-la do carste.
No mês passado, o espeleólogo foi a São Desidério fazer fotos do lago subterrâneo. "Deparei com desmatamento e terraplenagem e as obras em curso", conta.
"No ponto onde o conduto [teto da caverna] é mais alto, sobre o lago, vi que havia blocos de rocha caídos recentemente", continua Lobo. "Há dolinas [buracos naturais na rocha calcária] entupidas, tudo isso resultado das máquinas que trabalham no local."
A estrada, é verdade, já passava por cima da caverna. Como era uma estrada de terra, porém, o trânsito local era pequeno. Quando o Dnit pediu a licença para pavimentar a estrada, que será usada para escoar a produção agrícola da região, o Ibama aproveitou para corrigir o traçado do trecho problemático.
Segundo o Dnit, 19 km dos 60 km da obra não receberam licença por decisão do Ibama. A obra continuou no restante. Em maio deste ano, o órgão autorizou que o asfaltamento prosseguisse por mais 14 km de estrada.
O Dnit afirmou à Folha, por meio de sua assessoria de imprensa, que a obra em curso se limita ao trecho autorizado. Os outros 5 km embargados, que segundo o departamento corresponderiam "à caverna", continuariam parados, à espera da conclusão do estudo sobre o desvio.
Lobo contesta o Dnit. Ele diz que há obras ocorrendo exatamente sobre a caverna.
"Inspecionamos a obra. Ela está ocorrendo", diz o gerente do Ibama em Barreiras, Zenildo Soares. "Falta definir as coordenadas do local onde ela foi impedida."
O espeleólogo Jussykledson de Souza, que mora em São Desidério, acompanhou na sexta a equipe do Instituto Chico Mendes que foi vistoriar o local. "O teto da caverna está caindo. Vimos blocos caírem", afirmou.
"Ter ou não ter licença só agrava a situação. O que nos preocupa é a integridade do sistema", disse Jocy Cruz, chefe do Cecav (Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas), do Instituto Chico Mendes.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/801135-estrada-atropela-maior-lago-subterraneo-do-brasil-na-bahia.shtml
CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA
19/09/2010 - 10h39
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Floresta amazônica usa matéria orgânica para "fabricar" chuva
É como se a Amazônia tivesse "aprendido" a fabricar a própria chuva. Migalhas microscópicas de matéria orgânica, que sobem da mata para a atmosfera, agem como "sementes" de nuvens na região, revela um novo estudo.
Uma equipe internacional de cientistas detalha o fenômeno, já conhecido, mas ainda pouco compreendido, na edição de hoje da revista especializada "Science".
"Pela primeira vez foi medida em detalhes a composição e a distribuição de tamanho dessas partículas", explica o físico Paulo Artaxo, da USP, coautor do trabalho ao lado de colegas do Brasil e de instituições do exterior.
Os dados foram obtidos na Reserva Biológica do Cuieiras, mantida pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) pouco mais de 50 km ao norte de Manaus.
Os pesquisadores usaram uma série de técnicas sofisticadas para saber de que eram feitas as partículas em suspensão no ar (conhecidas como aerossóis), além de avaliar o potencial que elas tinham para gerar as nuvens carregadas de chuva.
Os aerossóis são "sementes" de nuvens basicamente porque servem de plataformas em torno das quais o vapor d'água da atmosfera consegue se condensar, mais ou menos como as gotículas que aparecem na superfície de um espelho frio ao lado de um chuveiro quente.
No caso dos aerossóis, tanto gotas quanto cristais de gelo podem se acumular.
Dependendo do tipo e da quantidade das partículas, as nuvens atingem um tamanho crítico, e a chuva então despenca. Artaxo e companhia verificaram que, na estação chuvosa da Amazônia, aerossóis produzidos pela própria mata predominam, numa faixa que vai de 90% a 80% do total das partículas.
As maiores são pedaços de folhas ou esporos de fungos; as menores, e aparentemente entre as mais importantes, são moléculas emitidas pelas árvores que se transformam quimicamente em contato com o ar. "Essas últimas são chaves na formação de nuvens rasas", diz Artaxo.
Os cientistas comparam a floresta a um imenso reator: ela "usaria" plantas para produzir aerossóis os quais, por sua vez, trazem a chuva que sustenta a vegetação.
FONTE:http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6400744889894136384
EDITOR INTERINO DE CIÊNCIA
REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR INTERINO DE CIÊNCIA
Uma equipe internacional de cientistas detalha o fenômeno, já conhecido, mas ainda pouco compreendido, na edição de hoje da revista especializada "Science".
"Pela primeira vez foi medida em detalhes a composição e a distribuição de tamanho dessas partículas", explica o físico Paulo Artaxo, da USP, coautor do trabalho ao lado de colegas do Brasil e de instituições do exterior.
Os dados foram obtidos na Reserva Biológica do Cuieiras, mantida pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) pouco mais de 50 km ao norte de Manaus.
Os pesquisadores usaram uma série de técnicas sofisticadas para saber de que eram feitas as partículas em suspensão no ar (conhecidas como aerossóis), além de avaliar o potencial que elas tinham para gerar as nuvens carregadas de chuva.
Os aerossóis são "sementes" de nuvens basicamente porque servem de plataformas em torno das quais o vapor d'água da atmosfera consegue se condensar, mais ou menos como as gotículas que aparecem na superfície de um espelho frio ao lado de um chuveiro quente.
No caso dos aerossóis, tanto gotas quanto cristais de gelo podem se acumular.
Dependendo do tipo e da quantidade das partículas, as nuvens atingem um tamanho crítico, e a chuva então despenca. Artaxo e companhia verificaram que, na estação chuvosa da Amazônia, aerossóis produzidos pela própria mata predominam, numa faixa que vai de 90% a 80% do total das partículas.
As maiores são pedaços de folhas ou esporos de fungos; as menores, e aparentemente entre as mais importantes, são moléculas emitidas pelas árvores que se transformam quimicamente em contato com o ar. "Essas últimas são chaves na formação de nuvens rasas", diz Artaxo.
Os cientistas comparam a floresta a um imenso reator: ela "usaria" plantas para produzir aerossóis os quais, por sua vez, trazem a chuva que sustenta a vegetação.
FONTE:http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6400744889894136384
EDITOR INTERINO DE CIÊNCIA
REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR INTERINO DE CIÊNCIA
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Sacolinha 'oxibio' ganha espaço no mercado
Material se degrada em apenas três meses, mas tecnologia é cercada de polêmica
Lojas bastante conhecidas, como C&A, Riachuelo, Pernambucanas e Kopenhagen , passaram a adotar as sacolas oxibiodegradáveis - que se degradam mais rapidamente que as comuns, principalmente quando expostas ao sol.
Essas controversas sacolas são feitas a partir de combustíveis fósseis, como as convencionais - o que contribui para o aquecimento global -, mas recebem um aditivo que agiliza sua decomposição.
De acordo com Eduardo Van Roost, diretor da RES Brasil, empresa que produz o aditivo, as oxibiodegradáveis já tomam conta de cerca de 18% do mercado de sacolas e sacos. E, no mundo, são produzidas em um total de 92 países e "encontradas em muitos outros".
A sacola pode se desfazer em três meses - se estiver exposta a sol e calor - ou em 18 meses - se estiver guardada dentro de casa. As comuns levam dezenas de anos para desaparecer.
As empresas explicam nas próprias sacolas o motivo que as levou a adquirir as oxibiodegradáveis.
A Saraiva, por exemplo, escreve que a sacola é "ecologicamente correta" e que a empresa, dessa forma, ajuda "a preservar o meio ambiente".
A Fototica diz em seu saco plástico que "tem consciência da importância da preservação do meio ambiente". Também afirma que "o que antes levava 300 anos para se decompor" agora "passa a acontecer em bem menos tempo".
Apesar do sucesso no mercado, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) não têm grande simpatia pelas sacolas oxibiodegradáveis.
A Plastivida, entidade que representa a cadeia produtiva do plástico, também é contra. "A polêmica surge toda vez que aparece um produto novo. Mas o sucesso dos oxibiodegradáveis se deve à perseverança nos testes. Acho que não existe um material tão testado. E eles não mostram toxicidade do produto", diz Van Roost.
Ele ressalta que o aditivo está em conformidade com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e hoje é usado também em embalagens de alimentos, como os pães do grupo Bimbo (que inclui as marcas Pullman e Nutrella).
Segundo a empresa, os plásticos e aditivos desaparecem por completo e sobram da degradação apenas água, pequena quantidade de CO2 e biomassa. Porém, assim como ocorre em relação aos plásticos convencionais, se houver tintas ou pigmentos nocivos ao meio ambiente eles vão permanecer na natureza.
Fragmentação
A campanha do ministério Saco é um Saco diz algo diferente: que o plástico com aditivo "apenas se fragmenta em pedaços menores, muito mais difíceis de conter que um saco plástico inteiro". E podem, assim, acabar se depositando em rios, ingeridos por peixes e outros animais.
Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida, chama o material de "engodo". "As pessoas pensam que a sacola sumiu. Mas, na verdade, ela continua na natureza, fragmentada e espalhada. É uma poluição que não te agride, porque você não enxerga, mas é muito mais grave."
A RES Brasil afirma que interesses econômicos motivam as críticas às sacolas oxibiodegradáveis. Mas Esmeraldo diz que, como as sacolas usam praticamente o mesmo material (com exceção do aditivo), para o setor em si a sacola não traz prejuízo. "Somos contra porque sabemos que, daqui a alguns anos, o problema ambiental vai aparecer."
A Plastivida considera que um benefício real ao ambiente virá somente com a redução do uso de sacolas. As campanhas de conscientização dos consumidores têm dado resultados: em 2007 foram usadas 17,9 bilhões de sacolas. No ano passado, o número caiu para 15 bilhões. "Nossa expectativa é chegar aos 14 bilhões neste ano", diz Esmeraldo.
FONTE: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100915/not_imp610048,0.php
Lojas bastante conhecidas, como C&A, Riachuelo, Pernambucanas e Kopenhagen , passaram a adotar as sacolas oxibiodegradáveis - que se degradam mais rapidamente que as comuns, principalmente quando expostas ao sol.
Essas controversas sacolas são feitas a partir de combustíveis fósseis, como as convencionais - o que contribui para o aquecimento global -, mas recebem um aditivo que agiliza sua decomposição.
De acordo com Eduardo Van Roost, diretor da RES Brasil, empresa que produz o aditivo, as oxibiodegradáveis já tomam conta de cerca de 18% do mercado de sacolas e sacos. E, no mundo, são produzidas em um total de 92 países e "encontradas em muitos outros".
A sacola pode se desfazer em três meses - se estiver exposta a sol e calor - ou em 18 meses - se estiver guardada dentro de casa. As comuns levam dezenas de anos para desaparecer.
As empresas explicam nas próprias sacolas o motivo que as levou a adquirir as oxibiodegradáveis.
A Saraiva, por exemplo, escreve que a sacola é "ecologicamente correta" e que a empresa, dessa forma, ajuda "a preservar o meio ambiente".
A Fototica diz em seu saco plástico que "tem consciência da importância da preservação do meio ambiente". Também afirma que "o que antes levava 300 anos para se decompor" agora "passa a acontecer em bem menos tempo".
Apesar do sucesso no mercado, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) não têm grande simpatia pelas sacolas oxibiodegradáveis.
A Plastivida, entidade que representa a cadeia produtiva do plástico, também é contra. "A polêmica surge toda vez que aparece um produto novo. Mas o sucesso dos oxibiodegradáveis se deve à perseverança nos testes. Acho que não existe um material tão testado. E eles não mostram toxicidade do produto", diz Van Roost.
Ele ressalta que o aditivo está em conformidade com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e hoje é usado também em embalagens de alimentos, como os pães do grupo Bimbo (que inclui as marcas Pullman e Nutrella).
Segundo a empresa, os plásticos e aditivos desaparecem por completo e sobram da degradação apenas água, pequena quantidade de CO2 e biomassa. Porém, assim como ocorre em relação aos plásticos convencionais, se houver tintas ou pigmentos nocivos ao meio ambiente eles vão permanecer na natureza.
Fragmentação
A campanha do ministério Saco é um Saco diz algo diferente: que o plástico com aditivo "apenas se fragmenta em pedaços menores, muito mais difíceis de conter que um saco plástico inteiro". E podem, assim, acabar se depositando em rios, ingeridos por peixes e outros animais.
Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida, chama o material de "engodo". "As pessoas pensam que a sacola sumiu. Mas, na verdade, ela continua na natureza, fragmentada e espalhada. É uma poluição que não te agride, porque você não enxerga, mas é muito mais grave."
A RES Brasil afirma que interesses econômicos motivam as críticas às sacolas oxibiodegradáveis. Mas Esmeraldo diz que, como as sacolas usam praticamente o mesmo material (com exceção do aditivo), para o setor em si a sacola não traz prejuízo. "Somos contra porque sabemos que, daqui a alguns anos, o problema ambiental vai aparecer."
A Plastivida considera que um benefício real ao ambiente virá somente com a redução do uso de sacolas. As campanhas de conscientização dos consumidores têm dado resultados: em 2007 foram usadas 17,9 bilhões de sacolas. No ano passado, o número caiu para 15 bilhões. "Nossa expectativa é chegar aos 14 bilhões neste ano", diz Esmeraldo.
FONTE: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100915/not_imp610048,0.php
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